Encordoamento híbrido: o que é, combinações e quando vale a pena

Entenda o que é encordoamento híbrido, quais são as combinações de corda mais comuns e se vale a pena usar materiais diferentes nos mains e crosses da raquete.

Quem acompanha tênis profissional já deve ter ouvido falar de jogadores que usam "duas cordas diferentes" na mesma raquete. Isso é o encordoamento híbrido, e não é exclusividade de profissional — é uma opção que qualquer jogador de clube pode pedir, e que muitas vezes resolve um dilema comum: escolher entre conforto e durabilidade.

O que é encordoamento híbrido

Uma raquete tem dois grupos de fios: os verticais (mains) e os horizontais (crosses). No encordoamento tradicional, os dois grupos usam a mesma corda. No híbrido, cada grupo recebe um material diferente — por exemplo, poliéster nos mains e multifilamento nos crosses.

A ideia por trás disso é combinar o melhor de dois materiais e, ao mesmo tempo, compensar o ponto fraco de cada um. Os mains são os fios que mais sofrem atrito durante o jogo (é onde a bola desliza durante o efeito), então colocar ali a corda mais resistente ao corte costuma prolongar a vida do conjunto todo.

Combinações mais comuns

popular hoje em dia. Ganha-se a durabilidade e o controle do poliéster onde ele é mais necessário (os mains, que sofrem mais atrito), e o conforto do multifilamento nos crosses, suavizando o impacto que o poliéster puro transmitiria para o braço.

avançados, buscando o conforto e a potência da tripa nos verticais com a durabilidade do poliéster nos horizontais — reduzindo o custo em relação a um encordoamento 100% de tripa natural, já tratado no artigo sobre tipos de corda de tênis.

especificamente a sensação de giro (mains) e controle (crosses) sem sair da família do poliéster.

Não existe uma combinação "oficial" — encordoadores experientes costumam ajustar a sugestão conforme o estilo de jogo e as queixas do jogador (dor no braço, falta de controle, corda arrebentando rápido demais).

Por que a tensão pode ser diferente em cada lado

Como os dois materiais se comportam de forma diferente sob a mesma tensão nominal, é comum que a loja ajuste cada lado separadamente em vez de usar o mesmo número para os dois. A lógica geral é simples: o material mais rígido (geralmente o poliéster) tende a jogar "mais apertado" do que o material mais macio na mesma tensão, então muitas vezes vale reduzir um pouco a tensão do lado mais rígido, ou aumentar levemente a do lado mais macio, para equilibrar a sensação entre os dois.

Não há uma fórmula única para esse ajuste — o valor exato varia com a combinação de marcas e calibres usados, e por isso vale conversar com o encordoador sobre o que ele recomenda para aquele par específico de cordas. Para entender a lógica geral por trás da escolha de tensão, veja o artigo sobre tensão da corda de tênis.

Vale a pena?

Para quem já sabe o que procura — mais durabilidade sem perder totalmente o conforto, ou mais conforto sem abrir mão de controle nos mains — o híbrido costuma valer a pena. É uma forma de resolver uma troca que, com corda única, exigiria escolher um lado só.

Para quem ainda está descobrindo as próprias preferências, pode fazer mais sentido testar as cordas puras primeiro (só poliéster, só multifilamento) por algumas trocas, entender o que falta em cada uma, e só então migrar para um híbrido com um objetivo claro em mente. Híbrido tende a custar um pouco mais em corda, já que envolve dois sets diferentes (às vezes meio set de cada), e algumas lojas cobram um pequeno adicional de mão de obra pela etapa extra.

Se quiser experimentar, muitas lojas parceiras da Stringa já têm cordas específicas para meio set, pensadas justamente para montar combinações híbridas sem precisar comprar dois sets inteiros — dá para ver as opções disponíveis abrindo o app da Stringa e escolhendo a loja mais próxima.

Perguntas frequentes

Híbrido serve para qualquer raquete?

Sim, qualquer raquete pode receber um encordoamento híbrido, desde que o padrão de furação permita o encordoamento normal — o que é o caso da grande maioria das raquetes modernas. Não é necessário nenhum equipamento especial na raquete em si.

Híbrido é mais caro que corda única?

Geralmente sim, um pouco. O custo extra vem principalmente da corda (duas opções ao invés de uma, às vezes meio set de cada) e, em algumas lojas, de um pequeno adicional de mão de obra pela etapa a mais no processo.

Como sei qual lado colocar cada corda?

A prática mais comum é colocar o material mais resistente ao corte (geralmente poliéster) nos mains, já que eles sofrem mais atrito durante o jogo, e o material mais macio (multifilamento, nylon ou tripa) nos crosses — mas o ideal é conversar com o encordoador sobre o seu estilo de jogo antes de decidir.

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